Apple: desaceleração após aumento de preços


Pelo menos essa é a opinião de analistas do setor: preços mais altos levarão consumidores a trocar seus dispositivos com menos frequência, estendendo os ciclos de atualização, mesmo entre clientes fiéis.

Segundo pesquisa do 9to5Mac, alguns aumentos recentes ultrapassaram a barreira psicológica dos 50%, com upgrades de memória e armazenamento literalmente dobrando em alguns casos. E tudo indica que a situação não deve melhorar tão cedo.

Um relatório subsequente sugeriu que não haverá nenhuma diminuição de custos na cadeia de suprimentos antes de 2028, e mesmo esse alívio projetado deverá ser limitado, o que indica que os atuais preços altos permanecerão e, possivelmente, nunca serão revertidos.

Mais de 90% dos entrevistados disseram que pretendem mudar seus hábitos de compra como consequência dos preços mais altos, e bem mais de um terço afirmou que faria upgrades com menos frequência.

Um leitor americano comentou que continuaria “comprando produtos Apple (…) mas não trocarei de celular todo ano. Talvez não troque mais de computador a cada três anos”.

Para o brasileiro, acostumado a updates menos frequentes, a fala talvez soe consumista, já que estamos acostumados a trocar de celular a cada dois ou três anos e de computador a cada cinco ou seis. Mas a realidade americana é essa.

Enquanto isso, a Apple continua apostando em utilizar novos recursos de inteligência artificial como argumento de vendas para novos dispositivos. Próxima a atingir o valor de mercado de U$ 5 trilhões, com um novo CEO a caminho (John Ternus), somente uma forte desaceleração nas vendas pode levar a Apple a cogitar uma redução nos preços atuais. Tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo.